Comecei minha experiência com a leitura por curiosidade. Via minha mãe lendo alguns livros e tinha curiosidade para saber o que de tão interessante tinha ali. Lembro-me, que bem pequena, havia dois livros que me chamavam atenção pela capa: um tinha na capa uma casa desenhada, que eu acho que deveria ser “A casa dos espíritos”; o outro tinha uma mulher sentada em uma penteadeira se olhando no espelho: “Um estranho no espelho”. Algo me fascinava e deixava curiosa, por isso queria aprender a ler logo. Quando aprendi, ficava lendo e relendo meu primeiro livro, adorava as musiquinhas, as pequenas poesias. Lia muita história em quadrinhos, que ganhava da patroa da minha avó e lia tudo. Minhas redações sempre eram escolhidas entre as melhores da sala, acredito que devido a leitura que facilitava a escrita. Comecei a frequentar a biblioteca da escola e já na 5°/6° série me lembro de ler livros como “Os três mosqueteiros”, “O último dos moicanos”, “Olhai os lírios dos campos”, por vontade própria. A leitura foi o impulso para a escrita e isso sempre me abriu portas, principalmente durante a realização da faculdade e meu mestrado. Os livros me fazem viver cada sentimento e momento descrito ali. Filmes ou seriados que gostei me fizeram buscar seus livros para a leitura, como : “O Senhor dos Anéis”, “Pássaro Feridos”, “O Conde de Monte Cristo”. Acho o livro sempre melhor, mais rico. Tenho imagens na minha mente que "nunca vi com os olhos", mas criei com os livros. Não procuro um livro por gênero, leio quase tudo. Gostei do comentário da Danuza Leão, “pra mim ou um livro é bom ou não”, porque os sentimentos que eles despertam em nós é o que faz um livro ser bom ou não, e sentimentos são diferentes de pessoa para pessoa, cada um sente de uma forma, assim como cada um “vive” um livro de uma forma ou de outra.
este blog é destinado a todos que querem obter informações sobre as varias áreas das ciências da natureza
domingo, 22 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Professor de Ciências e Biologia da Rede pública Estadual
Escola Estadual João Ramalho - Diadema
Bom, depois de ler e ouvir os depoimentos selecionados para o curso e entender a comanda para este fórum, cheguei à minha primeira conclusão: não me lembro quando e com quem aprendi a ler e escrever. Tenho vagas lembranças de ter o primeiro contato com o alfabeto na pré-escola. Nos depoimentos do Gabriel, O Pensador e do Gilberto Gil, eles ressaltaram a importância da família no incentivo à leitura, mas isso não aconteceu comigo. Perdi minha mãe muito cedo e não tenho um contato muito íntimo com meu pai ainda hoje (acredito que pela criação oriental). Ele cuidava da casa enquanto estava na escola e depois ia para o trabalho, então, cobranças relacionadas a estudos, quase não existiam! Em contraponto, uma das minhas irmãs, que passou pela mesma criação, adora ler. Um livro atrás do outro.
A segunda conclusão é que eu realmente não tenho a menor afinidade com a leitura. Foi um parto terminar de ler todos os textos até agora! Acredito que grande parte dessa afinidade seja natural de algumas pessoas e de outras não. Acho que durante a minha vida escolar, tenha lido muito poucos livros por completo. No Ensino Médio, toda a literatura do vestibular foi feita em cima de resumos de grandes “empresas” pré-vestibulares. Na graduação somente os assuntos que interessavam muito foram lidos com a atenção necessária. E mesmo assim, sei que tenho todos os conteúdos pedagógicos para trabalhar a minha disciplina na sala de aula. Acredito que um momento marcante foi o início dos trabalhos em sala de aula, quando saí de uma sala e pensei: “não ficou pergunta sem resposta, mas tenho que ler mais um pouco.”
Tenho consciência, que a leitura e escrita sejam essenciais para a o desenvolvimento da aprendizagem e incentivo muito em sala de aula. Leitura compartilhada de textos didáticos, jornalísticos (que muitas vezes os alunos trazem), científicos, músicas, filmes, cartazes e tudo o que for possível. Reescritas também estão presentes na sala de aula. Mas também tenho consciência, que cada aluno tem uma afinidade ou habilidade, que pode não ser a leitora e escritora, o que torna o trabalho bem mais desgastante.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Depoimento de leitura e escrita
Emerson da Costa Santos
Professor de Ciências
E. E. João Ramalho
E. E. João Ramalho
"Estou entrando neste ano na rede de ensino, por isso não tenho
ainda experiências para contar quanto ao progresso com os meus alunos no
uso da leitura e escrita em aulas de ciências, mas posso apresentar
aqui a minha própria experiência com a leitura e escrita.
Nunca
fui um aluno excelente, tinha dificuldade na escrita e não era muito
atraído a leitura. A escola sempre utilizava livros didáticos e
paradidáticos, quando lia preferia a leitura de contos mais curtos e as
linguagens menos rebuscadas, escritas mais ortodoxas acabavam me
desmotivando a ler e logo às abandonava.
Acredito que para atrair
os alunos a leitura deve-se usar textos curtos para cativá-los
gradativamente a leitura e impedir a desmotivação dos alunos.
Atualmente as instituições de ensino utilizam historias em quadrinhos como leitura e tirinhas nas provas de
vestibular provocando o aluno a debater um assunto polêmico. A promoção dessa atitude deve ser cada vez mais incentivada".
Depoimento de leitura e escrita
Maria Lucia Vasconcellos
Professora de Ciências na Rede Estadual
E.E. Prof. Riolando Canno
Professora de Ciências na Rede Estadual
E.E. Prof. Riolando Canno
Prefeitura de São Paulo
"Nas
minhas experiências com a leitura não aconteceram quando entrei na
escola. Lembrei dos primeiros livros que não eram novos, e alguém
resolverá doá-los e eu fui a felizarda. Andava com aqueles contos como
se fosse um brinquedo. Logo que aprendi a ler, repetia diversas vezes a
leitura de cada conto e ficava pensando na continuidade das histórias,
como elas fossem se transformando com o tempo. Acredito que tive muita
sorte por ter vivenciado experiências com a leitura e por ter tido uma
excelente professora dona Regina durante o "primário". Ela era
fantástica, nossas leituras eram em conjunto e de maneira compartilhada.
Acredito que muito do que sou, devo a está professora maravilhosa que
acompanhou me durante todos anos iniciais. A escola abriu meus
horizontes, ampliou as fronteiras ao meu pensamento e me tornou um ser
humano melhor. Esses momentos voltam á minha mente com carinho. A
leitura ajuda a criar familiaridade com a escrita, e como professora nas
aulas estímulo meus alunos a lerem e debatem suas ideias perante a
construção de um indivíduo crítico e consciente de seus atos".
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Depoimento de leitura e escrita
Professora: Eliane Líbia
Westhöfer Moreira
Ciências e Biologia
"Concordo com as palavras de
Newton Mesquita e do Sr. Calligaris pois para mim a leitura nos
transporta a outros mundos, a outras realidades e quando a leitura me
toca, me pego procurando indícios do que tanto me atraiu na leitura
no mundo ao meu redor. Quando criança sempre ganhava livrinhos de
contos infantis e discos que continham histórias. Eu lembro que me
regalava com eles. Minha mãe havia comprado para nós, eu e minhas
irmãs, a coleção do Monteiro Lobato que contava com 12 volumes.
Nesta coleção havia as aventuras do Sitio do Pica Pau Amarelo os
quais eu li e reli. Já a segunda coleção do mesmo autor, eu não
li muito, pois não gostava. Tinha o volume Urupês que eu não havia
entendido nada. Tínhamos outras coleções com histórias e fábulas.
Era uma delícia! Na adolescência tive minha fase de fotonovelas e
muito gibi. Minha mãe fazia parte do Círculo do Livro e mensalmente
tínhamos um livro para ler. Sempre gostei de ler, mas infelizmente
possuo muita dificuldade na escrita. Não sei o que ocorre, mas na
hora de colocar no papel as minhas ideias, eu travo. Acho que é por
este motivo que na escola eu sempre pego no pé dos alunos que gostam
de escrever, quer sejam contos, poesias ou histórias de terror, para
que eles registrem tudo o que escreverem em um caderno, para criarem
um acervo. Adoro ler as produções deles. Meus pais sempre compravam
enciclopédias, como a Barsa e o Conhecer para que fizéssemos as
pesquisas escolares a contento. E mesmo assim, sempre tive a
dificuldade na escrita. Na pré-escola eu tinha dificuldade em me
lembrar de como falar algumas palavras em português e com isso eu
era caçoada porque as crianças não entendiam como eu, uma criança
brasileira não sabia falar corretamente o português. O fato é que
fui criada na língua alemã e austríaca, em casa só se falava
esses idiomas, daí minha dificuldade. Sei que fui me retraindo e
nunca gostava de escrever ou ler para os outros. Minha letra sempre
foi terrível e nunca consegui melhorá-la, apesar dos cadernos de
caligrafia dados pela minha tia. Quando fiz meu primeiro TCC, foi uma
batalha terrível, pois escrevia e reescrevia diversas vezes, até
sair o trabalho. E é assim até hoje, escrevo e reescrevo pois
nunca acho que está bom, Acho importante nos lembrarmos de nossas
dificuldades para incentivarmos sempre os nossos alunos, pois para
mim faltou muito da compreensão e incentivo de meus professores. No
ensino médio eu tive um professor de inglês que fazia de suas aulas
um aprendizado real. Eu que nunca gostei de inglês porque misturava
com alemão, contava para chegar a aula dele. O seu segredo é que
na época nos recomendava que comprássemos alguns livrinhos de
historinhas em inglês. Livros finos, que todos os alunos compravam
sem reclamar. Tínhamos de lê-los em casa e traduzi-los. Em sua aula
sentávamos em roda e líamos um trecho cada um em inglês e depois
íamos traduzindo. O ensino era muito mais agradável, pois não
ficava só na lousa. Em cima dos livros aprendíamos a gramática
necessária, pois o professor os explorava muito bem. Trabalhei em
uma escola em São Bernardo do Campo que tinha espaços maravilhosos
para realizarmos atividades diferenciadas. Aliás, espaço era o que
esta escola mais tinha. Havia um espaço em especial que lembrava
muito o jardim da casa de meus avós. Neste espaço na escola havia
plantas, cadeiras com mesas e bancos e era coberto por telhas
plásticas para a claridade solar penetrar e neste lugar as
professoras da língua portuguesa realizavam um sarau com os alunos e
eu o utilizei para fazer experimentos. Na escola que trabalho
atualmente, espaço não há, mas há um projeto que será implantado
onde todos os professores de todas as disciplinas estarão envolvidos
com a estimulação da leitura. Ainda será decidido, mas deverá
acontecer uma semana por mês, onde cada professor levará para a
sala de aula um texto que será lido e interpretado pelos alunos. O
intuito é de todos nós nos unirmos para auxiliarmos os alunos na
leitura e escrita, afinal não é só a disciplina de português que
pode ensinar o aluno a ler com a entonação e pontuação correta.
Queremos desmistificar isso na cabeça dos alunos e desta forma
fazê-los se sentirem mais confiantes na leitura em todas as
disciplinas".
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