domingo, 22 de setembro de 2013

Depoimento sobre Leitura e escrita - Fernanda Passos

Comecei minha experiência com a leitura por curiosidade. Via minha mãe lendo alguns livros e tinha curiosidade para saber o que de tão interessante tinha ali. Lembro-me, que bem pequena, havia dois livros que me chamavam atenção pela capa: um tinha na capa uma casa desenhada, que eu acho que deveria ser “A casa dos espíritos”; o outro tinha uma mulher sentada em uma penteadeira se olhando no espelho: “Um estranho no espelho”.  Algo me fascinava e deixava curiosa, por isso queria aprender a ler logo. Quando aprendi, ficava lendo e relendo meu primeiro livro, adorava as musiquinhas, as pequenas poesias. Lia muita história em quadrinhos, que ganhava da patroa da minha avó e lia tudo. Minhas redações sempre eram escolhidas entre as melhores da sala, acredito que devido a leitura que facilitava a escrita. Comecei  a frequentar a biblioteca da escola e já na 5°/6° série me lembro de ler livros como “Os três mosqueteiros”, “O último dos moicanos”, “Olhai os lírios dos campos”, por vontade própria. A leitura foi o impulso para a escrita e isso sempre me abriu portas, principalmente durante a realização da faculdade e meu mestrado. Os livros me fazem viver cada sentimento e momento descrito ali. Filmes ou seriados que gostei me fizeram buscar seus livros para a leitura, como : “O Senhor dos Anéis”, “Pássaro Feridos”, “O Conde de Monte Cristo”. Acho o livro sempre melhor, mais rico. Tenho imagens na minha mente que "nunca vi com os olhos", mas criei com os livros. Não procuro um livro por gênero, leio quase tudo. Gostei do comentário da Danuza Leão, “pra mim ou um livro é bom ou não”, porque os sentimentos que eles despertam em nós é o que faz um livro ser bom ou não, e sentimentos são diferentes de pessoa para pessoa, cada um sente de uma forma, assim como cada um “vive” um livro de uma forma ou de outra.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Luciano Okayama
Professor de Ciências e Biologia da Rede pública Estadual
Escola Estadual João Ramalho - Diadema

    Bom, depois de ler e ouvir os depoimentos selecionados para o curso e entender a comanda para este fórum, cheguei à minha primeira conclusão: não me lembro quando e com quem aprendi a ler e escrever. Tenho vagas lembranças de ter o primeiro contato com o alfabeto na pré-escola. Nos depoimentos do Gabriel, O Pensador e do Gilberto Gil, eles ressaltaram a importância da família no incentivo à leitura, mas isso não aconteceu comigo. Perdi minha mãe muito cedo e não tenho um contato muito íntimo com meu pai ainda hoje (acredito que pela criação oriental). Ele cuidava da casa enquanto estava na escola e depois ia para o trabalho, então, cobranças relacionadas a estudos, quase não existiam! Em contraponto, uma das minhas irmãs, que passou pela mesma criação, adora ler. Um livro atrás do outro. 

     A segunda conclusão é que eu realmente não tenho a menor afinidade com a leitura. Foi um parto terminar de ler todos os textos até agora! Acredito que grande parte dessa afinidade seja natural de algumas pessoas e de outras não. Acho que durante a minha vida escolar, tenha lido muito poucos livros por completo. No Ensino Médio, toda a literatura do vestibular foi feita em cima de resumos de grandes “empresas” pré-vestibulares. Na graduação somente os assuntos que interessavam muito foram lidos com a atenção necessária. E mesmo assim, sei que tenho todos os conteúdos pedagógicos para trabalhar a minha disciplina na sala de aula. Acredito que um momento marcante foi o início dos trabalhos em sala de aula, quando saí de uma sala e pensei: “não ficou pergunta sem resposta, mas tenho que ler mais um pouco.”

    Tenho consciência, que a leitura e escrita sejam essenciais para a o desenvolvimento da aprendizagem e incentivo muito em sala de aula. Leitura compartilhada de textos didáticos, jornalísticos (que muitas vezes os alunos trazem), científicos, músicas, filmes, cartazes e tudo o que for possível. Reescritas também estão presentes na sala de aula. Mas também tenho consciência, que cada aluno tem uma afinidade ou habilidade, que pode não ser a leitora e escritora, o que torna o trabalho bem mais desgastante.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Depoimento de leitura e escrita

Emerson da Costa Santos 
Professor de Ciências
E. E. João Ramalho

"Estou entrando neste ano na rede de ensino, por isso não tenho ainda experiências para contar quanto ao progresso com os meus alunos no uso da leitura e escrita em aulas de ciências, mas posso apresentar aqui a minha própria experiência com a leitura e escrita.
Nunca fui um aluno excelente, tinha dificuldade na escrita e não era muito atraído a leitura. A escola sempre utilizava livros didáticos e paradidáticos, quando lia preferia a leitura de contos mais curtos e as linguagens menos rebuscadas, escritas mais ortodoxas acabavam me desmotivando a ler e logo às abandonava.
Acredito que para atrair os alunos a leitura deve-se usar textos curtos para cativá-los gradativamente a leitura e impedir a desmotivação dos alunos. 
Atualmente as instituições de ensino utilizam historias em quadrinhos como leitura e tirinhas nas provas de vestibular provocando o aluno a debater um assunto polêmico. A promoção dessa atitude deve ser cada vez mais incentivada".

Depoimento de leitura e escrita

Maria Lucia Vasconcellos 
Professora de Ciências na Rede Estadual
E.E. Prof. Riolando Canno 
Prefeitura de São Paulo

 
"Nas minhas experiências com a leitura não aconteceram quando entrei na escola. Lembrei dos primeiros livros que não eram novos, e alguém resolverá doá-los e eu fui a felizarda. Andava com aqueles contos como se fosse um brinquedo. Logo que aprendi a ler, repetia diversas vezes a leitura de cada conto e ficava pensando na continuidade das histórias, como elas fossem se transformando com o tempo. Acredito que tive muita sorte por ter vivenciado experiências com a leitura e por ter tido uma excelente professora dona Regina durante o "primário". Ela era fantástica, nossas leituras eram em conjunto e de maneira compartilhada. Acredito que muito do que sou, devo a está professora maravilhosa que acompanhou me durante todos anos iniciais. A escola abriu meus horizontes, ampliou as fronteiras ao meu pensamento e me tornou um ser humano melhor. Esses momentos voltam á minha mente com carinho. A leitura ajuda a criar familiaridade com a escrita, e como professora nas aulas estímulo meus alunos a lerem e debatem suas ideias perante a construção de um indivíduo crítico e consciente de seus atos".

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Depoimento de leitura e escrita


Professora: Eliane Líbia Westhöfer Moreira
Ciências e Biologia
Escola estadual Adonias Filho

"Concordo com as palavras de Newton Mesquita e do Sr. Calligaris pois para mim a leitura nos transporta a outros mundos, a outras realidades e quando a leitura me toca, me pego procurando indícios do que tanto me atraiu na leitura no mundo ao meu redor. Quando criança sempre ganhava livrinhos de contos infantis e discos que continham histórias. Eu lembro que me regalava com eles. Minha mãe havia comprado para nós, eu e minhas irmãs, a coleção do Monteiro Lobato que contava com 12 volumes. Nesta coleção havia as aventuras do Sitio do Pica Pau Amarelo os quais eu li e reli. Já a segunda coleção do mesmo autor, eu não li muito, pois não gostava. Tinha o volume Urupês que eu não havia entendido nada. Tínhamos outras coleções com histórias e fábulas. Era uma delícia! Na adolescência tive minha fase de fotonovelas e muito gibi. Minha mãe fazia parte do Círculo do Livro e mensalmente tínhamos um livro para ler. Sempre gostei de ler, mas infelizmente possuo muita dificuldade na escrita. Não sei o que ocorre, mas na hora de colocar no papel as minhas ideias, eu travo. Acho que é por este motivo que na escola eu sempre pego no pé dos alunos que gostam de escrever, quer sejam contos, poesias ou histórias de terror, para que eles registrem tudo o que escreverem em um caderno, para criarem um acervo. Adoro ler as produções deles. Meus pais sempre compravam enciclopédias, como a Barsa e o Conhecer para que fizéssemos as pesquisas escolares a contento. E mesmo assim, sempre tive a dificuldade na escrita. Na pré-escola eu tinha dificuldade em me lembrar de como falar algumas palavras em português e com isso eu era caçoada porque as crianças não entendiam como eu, uma criança brasileira não sabia falar corretamente o português. O fato é que fui criada na língua alemã e austríaca, em casa só se falava esses idiomas, daí minha dificuldade. Sei que fui me retraindo e nunca gostava de escrever ou ler para os outros. Minha letra sempre foi terrível e nunca consegui melhorá-la, apesar dos cadernos de caligrafia dados pela minha tia. Quando fiz meu primeiro TCC, foi uma batalha terrível, pois escrevia e reescrevia diversas vezes, até sair o trabalho. E é assim até hoje, escrevo e reescrevo pois nunca acho que está bom, Acho importante nos lembrarmos de nossas dificuldades para incentivarmos sempre os nossos alunos, pois para mim faltou muito da compreensão e incentivo de meus professores. No ensino médio eu tive um professor de inglês que fazia de suas aulas um aprendizado real. Eu que nunca gostei de inglês porque misturava com alemão, contava para chegar a aula dele. O seu segredo é que na época nos recomendava que comprássemos alguns livrinhos de historinhas em inglês. Livros finos, que todos os alunos compravam sem reclamar. Tínhamos de lê-los em casa e traduzi-los. Em sua aula sentávamos em roda e líamos um trecho cada um em inglês e depois íamos traduzindo. O ensino era muito mais agradável, pois não ficava só na lousa. Em cima dos livros aprendíamos a gramática necessária, pois o professor os explorava muito bem. Trabalhei em uma escola em São Bernardo do Campo que tinha espaços maravilhosos para realizarmos atividades diferenciadas. Aliás, espaço era o que esta escola mais tinha. Havia um espaço em especial que lembrava muito o jardim da casa de meus avós. Neste espaço na escola havia plantas, cadeiras com mesas e bancos e era coberto por telhas plásticas para a claridade solar penetrar e neste lugar as professoras da língua portuguesa realizavam um sarau com os alunos e eu o utilizei para fazer experimentos. Na escola que trabalho atualmente, espaço não há, mas há um projeto que será implantado onde todos os professores de todas as disciplinas estarão envolvidos com a estimulação da leitura. Ainda será decidido, mas deverá acontecer uma semana por mês, onde cada professor levará para a sala de aula um texto que será lido e interpretado pelos alunos. O intuito é de todos nós nos unirmos para auxiliarmos os alunos na leitura e escrita, afinal não é só a disciplina de português que pode ensinar o aluno a ler com a entonação e pontuação correta. Queremos desmistificar isso na cabeça dos alunos e desta forma fazê-los se sentirem mais confiantes na leitura em todas as disciplinas".