Professora: Eliane Líbia
Westhöfer Moreira
Ciências e Biologia
"Concordo com as palavras de
Newton Mesquita e do Sr. Calligaris pois para mim a leitura nos
transporta a outros mundos, a outras realidades e quando a leitura me
toca, me pego procurando indícios do que tanto me atraiu na leitura
no mundo ao meu redor. Quando criança sempre ganhava livrinhos de
contos infantis e discos que continham histórias. Eu lembro que me
regalava com eles. Minha mãe havia comprado para nós, eu e minhas
irmãs, a coleção do Monteiro Lobato que contava com 12 volumes.
Nesta coleção havia as aventuras do Sitio do Pica Pau Amarelo os
quais eu li e reli. Já a segunda coleção do mesmo autor, eu não
li muito, pois não gostava. Tinha o volume Urupês que eu não havia
entendido nada. Tínhamos outras coleções com histórias e fábulas.
Era uma delícia! Na adolescência tive minha fase de fotonovelas e
muito gibi. Minha mãe fazia parte do Círculo do Livro e mensalmente
tínhamos um livro para ler. Sempre gostei de ler, mas infelizmente
possuo muita dificuldade na escrita. Não sei o que ocorre, mas na
hora de colocar no papel as minhas ideias, eu travo. Acho que é por
este motivo que na escola eu sempre pego no pé dos alunos que gostam
de escrever, quer sejam contos, poesias ou histórias de terror, para
que eles registrem tudo o que escreverem em um caderno, para criarem
um acervo. Adoro ler as produções deles. Meus pais sempre compravam
enciclopédias, como a Barsa e o Conhecer para que fizéssemos as
pesquisas escolares a contento. E mesmo assim, sempre tive a
dificuldade na escrita. Na pré-escola eu tinha dificuldade em me
lembrar de como falar algumas palavras em português e com isso eu
era caçoada porque as crianças não entendiam como eu, uma criança
brasileira não sabia falar corretamente o português. O fato é que
fui criada na língua alemã e austríaca, em casa só se falava
esses idiomas, daí minha dificuldade. Sei que fui me retraindo e
nunca gostava de escrever ou ler para os outros. Minha letra sempre
foi terrível e nunca consegui melhorá-la, apesar dos cadernos de
caligrafia dados pela minha tia. Quando fiz meu primeiro TCC, foi uma
batalha terrível, pois escrevia e reescrevia diversas vezes, até
sair o trabalho. E é assim até hoje, escrevo e reescrevo pois
nunca acho que está bom, Acho importante nos lembrarmos de nossas
dificuldades para incentivarmos sempre os nossos alunos, pois para
mim faltou muito da compreensão e incentivo de meus professores. No
ensino médio eu tive um professor de inglês que fazia de suas aulas
um aprendizado real. Eu que nunca gostei de inglês porque misturava
com alemão, contava para chegar a aula dele. O seu segredo é que
na época nos recomendava que comprássemos alguns livrinhos de
historinhas em inglês. Livros finos, que todos os alunos compravam
sem reclamar. Tínhamos de lê-los em casa e traduzi-los. Em sua aula
sentávamos em roda e líamos um trecho cada um em inglês e depois
íamos traduzindo. O ensino era muito mais agradável, pois não
ficava só na lousa. Em cima dos livros aprendíamos a gramática
necessária, pois o professor os explorava muito bem. Trabalhei em
uma escola em São Bernardo do Campo que tinha espaços maravilhosos
para realizarmos atividades diferenciadas. Aliás, espaço era o que
esta escola mais tinha. Havia um espaço em especial que lembrava
muito o jardim da casa de meus avós. Neste espaço na escola havia
plantas, cadeiras com mesas e bancos e era coberto por telhas
plásticas para a claridade solar penetrar e neste lugar as
professoras da língua portuguesa realizavam um sarau com os alunos e
eu o utilizei para fazer experimentos. Na escola que trabalho
atualmente, espaço não há, mas há um projeto que será implantado
onde todos os professores de todas as disciplinas estarão envolvidos
com a estimulação da leitura. Ainda será decidido, mas deverá
acontecer uma semana por mês, onde cada professor levará para a
sala de aula um texto que será lido e interpretado pelos alunos. O
intuito é de todos nós nos unirmos para auxiliarmos os alunos na
leitura e escrita, afinal não é só a disciplina de português que
pode ensinar o aluno a ler com a entonação e pontuação correta.
Queremos desmistificar isso na cabeça dos alunos e desta forma
fazê-los se sentirem mais confiantes na leitura em todas as
disciplinas".

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