quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Luciano Okayama
Professor de Ciências e Biologia da Rede pública Estadual
Escola Estadual João Ramalho - Diadema

    Bom, depois de ler e ouvir os depoimentos selecionados para o curso e entender a comanda para este fórum, cheguei à minha primeira conclusão: não me lembro quando e com quem aprendi a ler e escrever. Tenho vagas lembranças de ter o primeiro contato com o alfabeto na pré-escola. Nos depoimentos do Gabriel, O Pensador e do Gilberto Gil, eles ressaltaram a importância da família no incentivo à leitura, mas isso não aconteceu comigo. Perdi minha mãe muito cedo e não tenho um contato muito íntimo com meu pai ainda hoje (acredito que pela criação oriental). Ele cuidava da casa enquanto estava na escola e depois ia para o trabalho, então, cobranças relacionadas a estudos, quase não existiam! Em contraponto, uma das minhas irmãs, que passou pela mesma criação, adora ler. Um livro atrás do outro. 

     A segunda conclusão é que eu realmente não tenho a menor afinidade com a leitura. Foi um parto terminar de ler todos os textos até agora! Acredito que grande parte dessa afinidade seja natural de algumas pessoas e de outras não. Acho que durante a minha vida escolar, tenha lido muito poucos livros por completo. No Ensino Médio, toda a literatura do vestibular foi feita em cima de resumos de grandes “empresas” pré-vestibulares. Na graduação somente os assuntos que interessavam muito foram lidos com a atenção necessária. E mesmo assim, sei que tenho todos os conteúdos pedagógicos para trabalhar a minha disciplina na sala de aula. Acredito que um momento marcante foi o início dos trabalhos em sala de aula, quando saí de uma sala e pensei: “não ficou pergunta sem resposta, mas tenho que ler mais um pouco.”

    Tenho consciência, que a leitura e escrita sejam essenciais para a o desenvolvimento da aprendizagem e incentivo muito em sala de aula. Leitura compartilhada de textos didáticos, jornalísticos (que muitas vezes os alunos trazem), científicos, músicas, filmes, cartazes e tudo o que for possível. Reescritas também estão presentes na sala de aula. Mas também tenho consciência, que cada aluno tem uma afinidade ou habilidade, que pode não ser a leitora e escritora, o que torna o trabalho bem mais desgastante.

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