Comecei minha experiência com a leitura por curiosidade. Via minha mãe lendo alguns livros e tinha curiosidade para saber o que de tão interessante tinha ali. Lembro-me, que bem pequena, havia dois livros que me chamavam atenção pela capa: um tinha na capa uma casa desenhada, que eu acho que deveria ser “A casa dos espíritos”; o outro tinha uma mulher sentada em uma penteadeira se olhando no espelho: “Um estranho no espelho”. Algo me fascinava e deixava curiosa, por isso queria aprender a ler logo. Quando aprendi, ficava lendo e relendo meu primeiro livro, adorava as musiquinhas, as pequenas poesias. Lia muita história em quadrinhos, que ganhava da patroa da minha avó e lia tudo. Minhas redações sempre eram escolhidas entre as melhores da sala, acredito que devido a leitura que facilitava a escrita. Comecei a frequentar a biblioteca da escola e já na 5°/6° série me lembro de ler livros como “Os três mosqueteiros”, “O último dos moicanos”, “Olhai os lírios dos campos”, por vontade própria. A leitura foi o impulso para a escrita e isso sempre me abriu portas, principalmente durante a realização da faculdade e meu mestrado. Os livros me fazem viver cada sentimento e momento descrito ali. Filmes ou seriados que gostei me fizeram buscar seus livros para a leitura, como : “O Senhor dos Anéis”, “Pássaro Feridos”, “O Conde de Monte Cristo”. Acho o livro sempre melhor, mais rico. Tenho imagens na minha mente que "nunca vi com os olhos", mas criei com os livros. Não procuro um livro por gênero, leio quase tudo. Gostei do comentário da Danuza Leão, “pra mim ou um livro é bom ou não”, porque os sentimentos que eles despertam em nós é o que faz um livro ser bom ou não, e sentimentos são diferentes de pessoa para pessoa, cada um sente de uma forma, assim como cada um “vive” um livro de uma forma ou de outra.

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